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Notícias

  • 06/06/2019

    Tecnologia: como apps influenciam a inovação na hotelaria

    Tecnologia: como apps influenciam a inovação na hotelaria

    O uso da tecnologia está cada vez mais forte em todos os setores. Na hotelaria, não seria diferente. Atualmente, já existem aplicativos capazes de assumir algumas tarefas importantes para o dia a dia de uma empresa de hospedagem.


    No KViHotel, em Budapeste, é possível que o cliente use o smartphone para fazer o check-in um pouco antes de chegar ao hotel. Ele mesmo escolhe o quarto em que quer ficar e o seu celular torna-se a chave da unidade habitacional. Tudo isso de forma autônoma, evitando filas e um tempo de espera em sua chegada. Este mesmo aplicativo é capaz de transformar o smartphone do hóspede no controle remoto do apartamento. “O modelo tende a se disseminar por todo o mundo, e o gestor hoteleiro deve estar atento a esse novo ambiente tecnológico que aporta na atividade do setor para as próximas décadas”, afirma Antônio Bonfato, professor da pós-graduação Gestão de Meios de Hospedagem do Centro Universitário Senac.


    Cargos e linha do tempo

    Devidos aos avanços no uso da tecnologia, empreendimentos já têm sido planejados dentro dessa logística. Toda a implementação do hotel, desde o número de apartamentos, funcionários necessários até os serviços ofertados, é baseada nas tecnologias a serem adotadas no espaço. De acordo com o professor, os índices entre o número de apartamentos em relação a funcionários necessários têm diminuído nos últimos anos.


    O cargo de telefonista, por exemplo, foi praticamente extinto: em hotéis de luxo, a função representava, em 1996, 0,05 funcionário por apartamento, segundo dados da Jones Lang LaSalle, Soteconti Auditores Independentes e Hotel Investment Advisors (HIA). Em 2015, o índice passou para 0,01. Outro exemplo é o de profissionais da área de alimentos e bebidas, que representavam, na mesma categoria de hotéis, 0,65 em 1996, e 0,32, em 2015, por apartamento.


    “A redução não é apenas consequência da melhora das competências dos funcionários – que têm se tornado cada vez mais multifuncionais –, mas também pela intensificação da adoção da tecnologia da informação em muitos processos que antes necessitavam de intervenção humana”, afirma o professor. Antônio pondera que “essa realidade pode dar a impressão de que o uso intenso da tecnologia gera menos empregos, mas o que ela faz é exigir novas competências que, anteriormente, não eram necessárias”. Na opinião do professor do Centro Universitário Senac, para haver mais efetividade na gestão dos negócios, é necessário que o gestor se atualize e busque uma formação mais específica.


    Inovação

    Os empreendedores do segmento estão atentos. Muitos já têm implementado modelos de negócios considerando, por exemplo, a adoção de comandas eletrônicas nos restaurantes e o uso de TVs inteligentes em unidades habitacionais. “A tecnologia influencia diretamente na relação diária com os hóspedes. Para eles, os instrumentos tecnológicos proporcionam facilidade e comodidade de acompanhar seus gastos diários até realizar um pré check-out desde a unidade habitacional”, destaca Antônio.


    Entre outras funcionalidades, alguns hotéis disponibilizam apps que permitem a compra de refeições em restaurantes das proximidades em horários em que o room service está indisponível. De acordo com o professor, a nova prática permite que os empreendimentos hoteleiros reduzam seus gastos operacionais, melhorando a lucratividade e o fluxo de caixa. A atualização constante de informações e a rápida resposta por parte do empreendimento são essenciais para que as novas tecnologias sejam utilizadas com eficácia. Estar atento às novas tecnologias e manter um canal aberto de comunicação com os clientes para entender suas necessidades é fundamental para manter um meio de hospedagem atual.
    GPHR