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Notícias

  • 28/11/2018

    Como conduzir a saída de um sócio da melhor forma

    Como conduzir a saída de um sócio da melhor forma

    Muitas vezes os empreendedores buscam seus sócios de forma ocasional. Normalmente uma sociedade é formada a base da amizade, por empatia, ou pelo famoso “tenho uma ideia e ele tem o dinheiro”. Essas motivações iniciais acabam enfraquecendo ao longo do tempo.


    Os conflitos podem começar a aparecer quando surgem ideias sobre o futuro da empresa. Um pode quer buscar investimento, já outro quer usar somente capital próprio. Ou até mesmo aparecem incompatibilidades em relação ao crescimento da empresa.


    Como agir quando as diferenças começarem a surgir?

    Tudo começa com o alinhamento de expectativas. Na maioria dos casos, a principal razão de desentendimento entre os sócios é causada pela falta de alinhamento. Quando a relação começa a se deteriorar, até as pequenas coisas ganham uma dimensão maior. Se esse jogo não estiver combinado entre os sócios, pode atrapalhar muito a sinergia que eles criaram.


    Decidimos que acabou. O que fazer a seguir?

    Mesmo com esse alinhamento, chega uma hora que não tem mais jeito: a sociedade acabou. Se o caso é realmente esse, existem duas alternativas para um empreendedor sair da sociedade:

    – Vendendo sua parte aos outros sócios ou a terceiros;

    – Ação de dissolução parcial da sociedade, ou seja, indo para a justiça.

    Vendendo sua parte aos outros sócios ou a terceiros: tente sempre construir uma saída amigável. Se tem uma coisa que você precisa ter em mente é: tente ao máximo resolver isso dentro do escritório, de maneira racional.


    Na maioria dos casos, quando a situação é bem ruim, um sócio começa a tentar prejudicar o outro na frente dos colaboradores. O ambiente de trabalho se torna completamente destrutivo, ao ponto de eles ficarem até sem se falar. O que fazer? É importante definir um acordo comum: ninguém é maior do que a empresa. Ela é maior do que todo mundo.


    Por meio de uma negociação pesada e profunda, é natural que os dois acharam que não foi suficiente, mas eles podem chegar em um número real de quanto valia a empresa, não de quanto eles achavam que ela valia.


    Se a saída não é amigável, o que acontece?

    Se não há um consenso entre as duas partes sobre a saída de um dos sócios, o valor pago ou a forma de pagamento, a situação acaba em uma ação judicial. Nela, quem aprova ou não a saída da sociedade e quanto vale essa saída é o juiz, o que torna tudo mais difícil e demorado.


    Existem inúmeras discussões judiciais para avaliar quanto vale a participação de quem sai. Para os empreendedores e para a saúde do negócio, essa ação judicial é a pior coisa que pode acontecer. Quem sai só recebe anos depois. E quem fica enfrenta uma ação judicial que dificulta a contratação de executivos, o plano de crescimento e até o recebimento de novos investimentos. Opte sempre por resolver a situação de forma amigável.


    Fonte: https://endeavor.org.br/socios/como-conduzir-saida-de-um-socio-da-melhor-forma-possivel/