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Notícias

  • 17/07/2018

    Editorial | Um jornal a serviço do Brasil

    Editorial | Um jornal a serviço do Brasil

    Este nosso contato deveria ser para divulgar as nossas atividades sindicais. Todavia a nossa preocupação maior; é com a situação política, financeira e principalmente moral que estamos presenciando. Nosso povo não tem sangue de barata; mas também está muito longe de ser um povo belicoso. Acredito que em outros países, já estaríamos em estado de revolução social. Falta-nos esta força interior de fiscalização e cobrança; exigindo austeridade e honestidade de nossos governantes.


    Este nosso comportamento permitiu a libertinagem e a corrupção que tomou conta de nosso país. Precisamos de atitudes mais radicais, nosso patrimônio está sendo dilapidado por governantes, com a complacência de um judiciário comprometido.


    Sobre este judiciário fazemos uma análise muito justa. Um advogado do PT, um professor universitário de viés partidário, outros amigos de presidente, e assim por diante. É inaceitável que a suprema corte de nosso país seja composta de apadrinhados, políticos tendenciosos e íntimos amigos de governantes. Os ministros do supremo deveriam conquistar sua cadeira por meritocracia; provindos dos diversos tribunais de nosso país. Formação na magistratura. Este é o governo que liberta um dos maiores responsáveis pela corrupção brasileira, José Dirceu.


    Este é o governo que faz vistas grossas a compra absurda de usina de Pasadena; que não se interessa pelo enriquecimento astronômico do filho do Lula, que não relaciona os crimes dos assessores do Presidente com este; neste e nos governos anteriores. Este governo que evita a abertura da caixa preta do BNDES, onde realizamos obras faraônicas em diversos países, quando aqui, pessoas morrem nos corredores de hospitais lotados.


    Nossa revolta apenas nas redes sociais é insignificante.


    Alguém está antevendo a mudança de comando do Supremo em setembro? É possível prever sem dúvida, a bandidagem toda em liberdade, a lava-jato desmoralizada e o Brasil parecido com a Venezuela. E mais, as eleições estão aí, com urnas comprovadamente frágeis. Não posso imaginar a paralização das ações da Petrobras, do BNDS, da Eletrobrás, dos Correios, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, dos Fundos de Pensões, dos vários ministérios. Não podemos aceitar passivamente todos os dias, denúncias, malas e caixas com dinheiro, sem nenhuma punição.


    E, a expectativa de ficar pior se não agirmos urgentemente. O momento é muito difícil, muitos ainda não se deram conta, temo que seja tarde demais.A crise econômica obriga empresários diminuírem seu quadro de funcionários; fecham-se filiais, vendem-se propriedades, enxugam-se despesas em todos os departamentos.


    Temos responsabilidade fiscal, social e moral. Pergunto: porque aceitamos comportamento diferente de nossos governantes. O atual Presidente, quando assumiu, prometeu diminuir o número de ministérios, mas na verdade aumentou com a criminalidade, para atender o Rio de Janeiro. O Brasil está endividado, várias propostas são enviadas ao Congresso Nacional. Reformas: política, trabalhista, previdenciária, tributária, etc. Todas iniciativas com a intenção de cobrar mais impostos de empresários e do coitado trabalhador brasileiro. Não ouço falar em reduzir o custo Brasil. Custo este que é conhecido por todos nós. Número de ministros, de deputados e vereadores e suas benesses.


    Como nós somos obrigados, devemos exigir o mesmo da República, enxugar a máquina. Será que não tem homem para exigir isto? Antes que nos arrependamos de tanta omissão, proponho uma reunião das lideranças empresariais, para avaliar consequências, e tomar atitudes pelo bem de nosso Brasil.

    Este conteúdo foi publicado na 59ª edição do Jornal Seha. Acesse a edição completa clicando aqui!